segunda-feira, 12 de março de 2012

A Martin Claret e as acusações de plágio

A Martin Claret - editora de livros clássicos - foi acusada de plágio, em algumas ocasiões. Saiba um pouco mais sobre esse assunto.

O intuito desse post não é causar polêmica, então antes de qualquer coisa, eu gostaria de pedir para que vocês, leitores, fossem moderados e, principalmente, respeitosos em seus comentários. A sua opinião é muito importante e mesmo que seja contrária à minha será bem-vinda, mas com educação e respeito. Já aviso que comentários ofensivos ou com palavras de baixo-calão não serão aceitos.


Quem acompanha regularmente o blog sabe o quanto gosto de livros clássicos e o quanto aprecio o trabalho que a editora Martin Claret faz. Edita livros de qualidade com um preço acessível ao consumidor - já tenho várias volumes da Coleção A Obra-Prima de Cada Autor, minha favorita disparada dentre as editadas pela Martin. Há muitos anos compro livros da editora e fiquei muito feliz quando vi recentemente que o trabalho deles estava melhorando cada vez mais - agora as revisões estão super bem feitas e as capas também estão ficando mais bacanas (embora eu, ao contrário da ampla maioria, já gostasse das capas antigas).
Sempre falei bem da editora e recomendei seus livros. Já tive a oportunidade de comparar a edição da Martin com a de outras editoras e a original, em inglês, de Alice no País das Maravilhas, por exemplo, e acho que a da Martin é a melhor (dentre as que pude comparar, que não foram todas lançadas em português, mas apenas três). Não pude fazer a mesma coisa com todos os textos que já li da editora, mas de forma geral, gosto bastante dos livros por eles editados.
Entretanto, certa vez, alguém me disse que não gostava da editora porque eles plagiavam livros. Fiquei atônita com o comentário e procurei saber um pouco mais - afinal essa é uma acusação gravíssima.
Antes de entrar no problema, para que você entenda melhor, uma rápida explicação. A Martin Claret lança livros de domínio público (clique aqui para ler um post e entender um pouco mais do assunto): em poucas palavras, são livros cujo conteúdo já é patrimônio da humanidade e, portanto, não há pagamento de direitos autorais aos autores ou descendentes. Todavia, o domínio público é sobre a obra, que muitas vezes foi lançada em outras línguas e precisa de tradução para ser publicada no Brasil. Essa tradução tem, por sua vez, direitos autorais e não pode ser reproduzida livremente. E é nesse ponto que as acusações foram feitas contra a editora.
Primeiramente, os textos, se bem traduzidos, ficarão realmente parecidos porque vieram de uma mesma fonte imutável - o original. Em alguns casos, entretanto, os textos estavam idênticos, o que configura plágio. O assunto está sendo tratado com muito cuidado pela editora e as traduções de um tradutor, já falecido, que foram apontadas como plágio de outras traduções estão sendo refeitas. Para saber mais sobre o que a editora está fazendo, acesse dois textos publicados no blog da Martin Claret:
A Martin Claret não é a única editora a passar por esses problemas, mas está tratando da melhor forma possível com o caso.
Assim como eu, você talvez tenha escutado alguma coisa sobre o assunto e tenha ficado curioso, sem no entanto conseguir encontrar alguma explicação. Por isso, resolvi compartilhar com vocês o que encontrei. Eu, enquanto parceira e leitora assídua, confio nas explicações da Martin Claret e espero que a editora continue publicando a preços acessíveis os clássicos que tanto aprecio ler. Realmente é complicado para uma editora conseguir monitorar tudo o que o tradutor escreveu e comparar com todas as edições já lançadas, mas espero que não só a Martin, como todas as outras editoras brasileiras, retirem de circulação as edições onde o plágio for constatado e refaçam a tradução para relançarem o título no mercado.

O outro lado da moeda. Graças a Lilian Silva, leitora do blog e blogueira do Lá no Cafofo, compartilho com vocês dois links do blog Não gosto de Plágio, onde poderão conferir algumas das acusações (e não apenas da Martin Claret, mas de outras editoras também):
Somente para deixar claro no texto, deixo o espaço aberto para comentários, discussões e, caso desejem, retratações por parte da editora ou dos "acusantes" em texto conciso aqui no post.
E reitero que essa é a opinião de uma blogueira e leitora leiga. De forma alguma acho que as acusações tenham sido levianas ou que o assunto deva ser esquecido ou tratado com descuido, pelo contrário, espero que os leitores cobrem, cada vez mais, das editoras nacionais o respeito às obras, aos leitores e aos que trabalharam nos livros.

40 comentários:

  1. Nanie, a acusação de plágio surgiu porque os ERROS da tradução da Martin e da edição que seria a da tradução plagiada são os mesmos. Se você der um texto a dois tradutores, você terá duas traduções completamente diferentes, isso porque a tradução pode ser feita com várias opções de tradução. Então, essa alegação de que o original é a fonte imutável não é muito convincente. Aliás, como já disse alguém, não é com os acertos que você percebe o plágio, no caso de uma tradução. É com os erros. 

    Não gosto dessa editora, inclusive ela processou a Denise Botmann por ter analisado as traduções e publicado no blog dela, o Não Gosto de Plágio. Não tenho certeza, mas acho que o processo foi arquivado porque as alegações da editora não se mostraram suficientes para a continuidade do processo. Se não me engano, foi isso. 

    Pra quem quiser saber mais sobre o caso, recomendo o blog da Denise. Ela detalhou tudo e documentou, então não são acusações levianas. 

    http://naogostodeplagio.blogspot.com/2009/05/cotejos-disponiveis.html 

    http://naogostodeplagio.blogspot.com/2009/12/antireferencias-bibliograficas.html 

    Mas aí vai de cada um, né. Eu decidi não ler os livros dessa editora. Cada um que tire suas próprias conclusões...

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  2. Lilian, concordo totalmente que os erros iguais nas duas edições confirmam que houve plágio (ou pelo menos são um indício gravíssimo disso. Não quero ser incisiva pois não entendo muito do assunto). Inclusive, até onde entendi, a editora está trocando as edições onde o plágio foi confirmado. Como já trabalhei com livros sei o quanto é difícil saber que o seu tradutor plagiou alguma edição, ainda mais em casos de clássicos que já foram publicados por tantas editoras. 
    Ainda acredito na idoneidade da editora e, portanto, confio que foi algo que passou despercebido e que agora eles estão corrigindo.
    Plágio é coisa muita séria, não é bobagem não, e deve ser tratado com bastante cuidado.
    Vou olhar com cuidado os links que você enviou - eu havia lido outros mas não esses.
    É impressionante o número de editoras acusadas (eu dei uma olhada por alto nos links). Esse é, sem sombra de dúvidas, um quesito bastante complicado e eu espero que as editoras cada vez mais tenham cuidado no que se refere às suas traduções.

    E, claro, respeito sua opção de não ler os livros dessa editora. Eu gosto dos livros da Martins e, por enquanto, continuo lendo-os. Não pretendo com esse post fazer com que as pessoas achem que essa é a melhor editora do mundo e que precisam ler livros dele. Não é isso. Só que esse é um assunto que muitas pessoas ainda não haviam sequer ouvido (eu mesma só fui saber há pouco mais de um mês). E quer se postem a favor da editora ou contra ela, acho que é um direito do leitor saber o que está acontecendo - e acho muito legal que você tenha compartilhado esses links (para que as pessoas possam também conhecer o outro lado, as acusações).

    E, gostaria de reiterar, fiz esse post enquanto leitora leiga - só a minha impressão e que eu acho disso. Não disse que as acusações foram levianas, mas que espero que a editora trate do assunto de forma idônea.

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  3. PS: Lilian, obrigada por avisar sobre o erro no título do post, que estava "Martins Claret".

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  4. Então, Nanie, não disse que você foi leviana. Rs. Talvez tenha dado essa impressão, mas o que eu quis dizer foi que não se deve achar, em geral, que as acusações foram feitas sem fundamento. Acompanho esse caso há um tempinho.

    Quanto ao negócio de controlar o tradutor, pelo que li, não foi assim que ocorreu. As editoras (não somente essa, outras também) pegavam uma tradução antiga, já pronta, davam uma 'adaptada', e colocavam *o nome de um outro tradutor que nem existia. *Entendeu? Não foi o tradutor que pegou algo já pronto e apresentou como sendo seu. Às vezes, mais de uma tradução era usada na edição, e os créditos não eram dados, sendo a tradução atribuída a alguém fictício.

    Não vou colocar em questão se a editora é idônea ou não, porque nem tenho gabarito para tanto. Mas eu não confio mais nela. De todo modo, a tradutora que fez essas comparações, até onde sei, é uma das mais conceituadas no meio. Não acho que ela publicaria essas comparações sem ter conhecimento de causa.

    É bom que se traga esse assunto à tona. As editoras tem algumas práticas que passam despercebidas do público em geral e nem sem sempre tais práticas favorecem o leitor. É bom que se mostre os dois lados, e que as pessoas concluam por si,



    2012/3/12 Disqus <>

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  5. Ah, Lilian, eu realmente não tinha entendido essa acusação dessa forma. Não foi a forma que a editora explicou.
    De qualquer forma, fica aqui aberta a discussão e cabe à editora se defender.
    Nós, leitores, exigimos qualidade nos livros que adquirimos e também idoneidade das editoras - afinal de contas estamos pagando pelo trabalho e queremos que as pessoas de direito recebam por ele.

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  6. Nanie, 

    Concordo com o texto da Lilian Silva. Acompanho o blog da Denise Bottmann e a relação de plágios da editora é grande. A blogueira aponta plágios de outras editoras. Contudo, o número de obras da Martin Claret é bastante significativo. É importante a leitura do blog da Denise Bottmann.

    Agrego o link abaixo que trata de uma tradução do livro Os Irmãos Karamazóv que seria plagiada pela Martin Claret:http://naogostodeplagio.blogspot.com/2012/03/os-irmaos-karamazovi.html Consta do clipping do Ministério do Planejamento (http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/10/cumprir-a-lei-nao-e-o-bastante/) um artigo do jornal "O Globo" de 21/01/2012 que aborda a questão do plágio.Reproduzo parte do texto:Procurada pelo GLOBO, a FBN alega que, para que um livro seja excluído do cadastro, "é preciso que tenha sido objeto de ação judicial, com trânsito em julgado, que tenha determinado o impedimento de circulação das obras". A FBN argumenta que o edital determina que toda editora, ao participar do programa, reconhece "que os livros que inscreve não violam qualquer princípio legal vigente". A Martin Claret já foi intimada judicialmente por plágios,como no caso das traduções de Modesto Carone para "A metamorfose" e "Carta ao pai", de Kafka (não incluídas no cadastro).Editora substituirá obrasResponsável pelo Departamento Editorial da Martin Claret, Taís Gasparetti afirma que, devido às denúncias dos últimos anos, a editora está substituindo, desde o segundo semestre de 2011, as traduções que confirmou como plágios.- Nosso DepartamentoComercial inscreveu esses títulos no programa da Biblioteca Nacional considerando que eles já teriam novas traduções até o fim da vigência do edital - diz Taís, que pedirá à FBN que remova temporariamente do cadastro os títulos cujas novas traduções ainda não estão prontas.Segundo ela, a lista de livros que ganharão novas versões inclui, entre outros, "A mulher de trinta anos", que será traduzido por Herculano Villas-Boas, "O lobo do mar", por Marcelo Albuquerque, e "O médico e o monstro", por Cabral do Nascimento. No cadastro da FBN, todos eles aparecem atribuídos a Pietro Nasseti.

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  7. Oi Nanie,
    Eu já tinha lido algo sobre esse caso de plágio da Martin Claret, mas não havia entendido bem o que estava acontecendo. Não duvido que tenha havido plagio, mas se a editora está tomando providências para substituir essas traduções, acredito que esteja tentando contornar o problema. Espero que tudo se resolva e que isso não prejudique a publicação dos livros. rsrs
    Ótimo post.
    Bjs

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  8. Celso, esse é um assunto muito sério e que precisa ser discutido.
    Agradeço o seu comentário! Só não irei acrescentar o link ao post em si porque o blog mencionado já está linkado, mas o comentário acrescenta bastante à discussão.
    Como já disse, espero que a editora troque realmente todas as edições e que esse tipo de coisa nunca mais aconteça.

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  9. Hérida, a própria editora admitiu o erro e já está tomando as devidas providências.
    Espero que tudo se resolva e que as editora nacionais tenham mais cuidado em suas publicações para que não haja esse tipo de coisa.

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  10. oi Nanie, 
    estava por fora do assunto, mas seu post esclareceu bastante a situação.
    Espero que esse problema se resolva logo. Nunca li nada da editora, mas se você diz que os livros são bons espero que continuem lançados bons livros por ai. =)
    beijos.

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  11. Luciara, eu não li todos os livros da editora, mas os que li são bons sim =D
    Espero que eles tomem mais cuidado com os tradutores daqui em diante e que substituam o mais rapidamente o possível as edições onde foram constatados problemas.

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  12. O assunto é bastante delicado, Nanie!
    Eu, particularmente, adoro essa editora. Já tive oportunidade de ler livros caros graças aos preços mais acessíveis da MC. Espero que isso seja resolvido de modo que nem prejudique a editora e muito menos os tradutores (vivos ou mortos), "propriedade intelectual" é coisa séria e deve ser tratada de forma séria também.

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  13. Janaina, é um assunto delicado mesmo, mas que precisa ser discutido, né?!
    A editora está tomando todas as providências necessárias e continuará publicando os livros maravilhosos que tanto gostamos ^^

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  14. Já vi caso parecido com a editora Landmark e já ouvi falar desse problema na Martin Claret. Até hoje a maioria dos clássicos que li ou são edição normal ou foram editados pela LP&M portanto não posso dar palpite. Mas se até os erros são iguais. Não sei. Se a tradução for realmente bem feita ela não seria igual? Se houve um entedimento correto os livros ficariam basicamente iguais, uma pequena mudança de termo aqui ou expressão ali. Enfim. Acho que todo plágio dever ser corrigido e não podemos culpar a editora. Por vezes pode ser culpa do tradutor. Se a editora não confere tudo o que já foi publicado fica fácil cair numa dessa. Agora no caso da Landmark ouvi dizer que era escolha própria. Pegar um texto trocar o nome do tradutor e publicar. Ai já é bem mais grave.

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  15. Ouvi falar de editor fazendo isso de colocar nome de tradutor que nem existia, mas não foi da Martin. Foi da Landmark. E foi nesse blog "Não Gosto de Plágio".

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  16. Oi Nanie!! Eu não estava por dentro desse "babado". Com certeza plagio é algo muito sério e que não pode ser tratdo de qualquer maneira. Fico feliz em saber que a editora está recolhendo esses livros. Vamos torcer para que nada assim volte a acontecer.
    bsj

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  17. Oi Nanie, parabéns pela postagem e principalmente pelo "bate papo" que você teve com a Lilian pelos comentários, que aliás foi muito esclarecedor. Que as coisas sejam realmente apuradas. Em relação a editora, eu realmente não costumo comprar ou ler livros dependendo da editora, o que me faz ler ou não é a história mesmo. Espero que as editoras tomem as devidas providências para que isso não continue acontecendo.
    Bjs, Rose.

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  18. Yasmin, é uma coisa muito séria e nesse site mesmo que a Lilian passou tem várias acusações a várias editoras diferentes...
    A tradução seria, sim, muito parecida. Mas o maior problema, segundo a Lilian comentou, são os erros que são idênticos - aí é complicado, né?! Errar até a mesma coisa?
    Acho muito interessante a editora corrigir o erro constatado - isso é importante!

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  19. Reneta, com certeza é algo muito sério mesmo! Ainda bem que a editora está fazendo sua parte, né?!

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  20. Rose, eu também sempre compro livro pela história e não pela editora. Mas no caso de livros clássicos eles costumam ter sido publicados por várias editoras e daí você tem que fazer uma escolha - para mim a Martin Claret é a que tem o melhor custo/benefício e é sempre a minha escolha quando tem o livro que procuro. 
    Fico muito satisfeita que eles estejam tomando as devidas providências ^^

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  21. É muito complicado esse tema então prefiro me calar, pois não sou conhecedora do assunto, mas adorei a postagem e espero que tudo se resolva. 

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  22. Eita assunto complicado esse.
    Fui olhar o site que você indicou sobre as editoras, e nossa muitas.


    Eu sou uma que estou dando uma chance a martin claret, porque eu na verdade tinha um pré conceito só pq não consegui ler um clássico, mas o que estou lendo agora já esta me tirando essa má impressão.

    Beeijos

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  23. Que bom.
    Beijos, Rose.

    Subject: [naniesworld] Re: A Martins Claret e as acusações de plágio | Nanie's World

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  24. Bruna, mas aí seu preconceito era com clássicos e não com a editora em si, né?! Eu adoro clássicos =D

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  25. O.o passada 

    Vou tentar descobrir mais sobre...Beijos,Lariane - Leituras & Devaneios

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  26. Lari, dê uma lida nos links do post que você vai se inteirando mais sobre o assunto.

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  27. Eu já ouvi falar isso, mas sei lá, gosto da editora, tenho vários livros dela, acho que tem editoras maiores e que cobram o olho da cara por seus livros que fazem a mesma coisa, não estou dizendo que é certo, ou que uma coisa justifica a outra, mas se eu for deixar de ler uma editora cada vez que se lançar alguma acusação sobre ela o que eu vou ler?
    Eu não sou especialista no assunto, só gosto de ler, e como leiga, não vejo nada de errado nos livros da Martins Claret, repetindo: Como leiga! 
    Respeito os profissionais da área que reclamam seus direitos nessas questões, e acho que os culpados de plágio devem sim ser punidos de alguma forma, só não acho que cabe a alguém como eu tomar qualquer posição sobre isso.
    Gostei da discussão, eu mesma já tinha pensado em fazer um post assim, mas fiquei com medo de abordar o assunto.

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  28. Adriana, também dou minha opinião enquanto leitora e apreciadora da editora - sou completamente leiga no assunto.

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  29. Dessa da martin claret eu já sabia principalmente por causa do programa do livro popular da BN. assim como a martin claret, a falecida Nova Cultural tb teve suas acusações. e na verdade essa notícia nem é nova, já rola essas suspeitas sobre a martin claret há um bom tempo.

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  30. Alexandrina, a notícia não é nova mesmo não. As acusações ocorreram em algumas ocasiões e não apenas voltadas a Martin Claret, mas também para algumas outras editoras.

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  31. Impossível mesmo as traduções serem idênticas por coincidência, ainda mais em obras como das Alices, ambas cheias de mensagens ocultas e ambíguas... Ainda mais que o autor fazia muitos jogos de palavras bem difíceis de traduzir de uma maneira simples, né. 

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  32. Roberta, eu não vi Alice entre os livros acusados de plágio não... Ainda acho que é possível que a tradução fique parecida, os erros idênticos como a Lilian Silva apontou, aí sim, é impossível (ou quase isso).
    É bastante preocupante ler o blog da Denise Botmman, são muitas editoras com problemas e as acusações são bastante embasadas. Ainda não li nenhum comunicado das outras editoras, por isso esse post trata apenas da Martin Claret, que se posicionou e mostrou que está tomando as devidas providências.

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  33. A Martin sempre foi uma de minhas editoras preferidas! Uma pena tudo isso. Espero que a editora resolva o problema da melhor maneira possível!

    Beijos

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  34. Babi, eu gosto muito da editora também! Eles estão cuidando do caso, como a Taís Gasparetti esclareceu no post que linkei.

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  35. Caras Nanie e Lilian,
     
    Eu assumi o Depto. Editorial da Martin Claret no ano passado e uma das primeiras decisões que tomei foi a substituição dos livros acusados de plágio do catálogo. Alguns já haviam sido substituídos pela editora anterior a mim, a Rosana Citino.
    Eu não estava na Martin Claret quando esses “problemas” aconteceram, então não posso testemunhar nem a favor nem contra a Editora. O que sei é que fui contratada para fazer um trabalho de reestruturação do catálogo, e é isso o que venho fazendo.
    Não sou especialista nem perito em traduções para que possa, por eu mesma, constatar se houve plágio ou não. Nem estava aqui para saber se, se realmente houve, isso foi responsabilidade do tradutor ou da Editora.
    Eu acredito na idoneidade da Editora porque convivo com uma série de pessoas no dia a dia, algumas que estão na Martin Claret há um bom tempo, e até agora todas me pareceram confiáveis. Confio também porque a advogada da Editora é especialista em Direito Autoral e uma das profissionais mais respeitadas da área (vai, inclusive, dar um curso sobre o assunto na Universidade do Livro da Unesp na próxima semana) e me garantiu que não houve até o momento nenhuma constatação de plágio.
    Acredito também na idoneidade da Martin Claret porque se ela não se importasse em desenvolver um bom trabalho não teria me contratado, e não teria me dado aval para a substituição das traduções (cerca de cinquenta, um gasto exorbitante, principalmente para uma editora pequena).
    Os leitores têm todo o direito de não comprar os livros, assim como a Denise Bottmann tem todo o direito de tecer estudos sobre os livros. Acho, inclusive, que, graças às acusações dela, estou tendo a oportunidade de fazer essa reestruturação no catálogo.
    Eu, como a Nanie, sempre tive um carinho pela Martin Claret. Acho que em parte porque eu sempre gostei de ler e porque a Editora publicava uma série de títulos do meu interesse, clássicos, que eu podia comprar.
    E realmente sei que, a parte uma série de dificuldades e as parcelas naturais de falhas humanas, tenho feito um bom trabalho. Isso principalmente porque tenho contado com o trabalho de uma série de ótimos profissionais. Por exemplo, a Martin Claret publicou recentemente uma tradução da professora Lenita Rimoli Esteves e do professor Mário Laranjeira, da USP; acordei recentemente a revisão técnica de Macbeth com o professor John Milton, também da USP, etc. (não dá para citar tudo aqui). Isso falando apenas em estudiosos, porque tenho conseguido também ótimos tradutores.
    Por isso, respeito quem, em virtude do passado, opte por não comprar mais os livros da Martin Claret. Mas posso garantir que os livros acusados de plágio estão sendo retraduzidos e, provavalmente, com muito mais qualidade.

    Taís Gasparetti
    Coordenadora Editorial

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  36. Taís, muito obrigada por acrescentar um pouquinho mais à discussão.
    Como já mencionei, tenho um carinho muito grande pela editora e já compro livros desde a época em que eles custavam, novos, cerca de oito reais (isso já faz um bom tempo) nas livrarias aqui da minha cidade. E há pouco tempo comecei a conferir as novas edições - que estão realmente excelentes.
    Fico muito feliz, como já respondi para outras pessoas, que a editora tenha tomado essa decisão - de substituis os livros - e fazer um trabalho cada vez melhor - levando livros muito bons a preços acessíveis.
    Nós, leitores, agradecemos por tanto cuidado =)

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  37. Acho super interessantes e importantes esses posts que você faz, Nanie, porque muitos de nós talvez não saibamos dessas notícias, como eu não sabia até ler. Sempre penso que as pessoas primeiro acusam e depois perguntam, sabe? Parece que todo mundo adora ter alguém para quem apontar o dedo e dizer o que acha e nem sempre é de modo justo. Claro que a Martin Claret não faria plágio de propósito, afinal, o que ela ganharia com isso, não é mesmo? Não vale a pena manchar o nome por algo que pode ser evitado.
    E foi exatamente o que ela fez: consertou, correu atrás para resolver o problema. Eu sabia que eles estavam retirando alguns livros do catálogo para modificações, mas nem passou pela minha cabeça que, um dos motivos fosse exatamente esse. Para você ver o quanto sou desinformada. rsrsrs
    Por isso penso que, se algo está acontecendo de errado, não é preciso estardalhaço, mas a procura por uma solução. Eu adoro o trabalho da Martin Claret e não poderia ter esperado melhor reação. Espero que, tanto as outras editoras com problemas quanto aqueles que os estão apontando, sejam civilizados a ponto de não criar caso além do necessário.

    xx

    Only The Strong Survive

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  38. Vê, acho que isso é justamente o mais importante: a postura da editora - que está retraduzindo os livros que tiveram problemas =) Eu adoro a Martin Claret também.

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  39. Eu li sobre o assunto mais não dei muita importância, achei
    que eram acusações sem fundamento, mas pelo visto o caso foi sério mesmo. Acho
    que existem os dois lados da história e a verdade sempre vem à tona.

    Beijos 
    Luciana -Blog Apaixonada por Romances

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  40. Luciana, as acusações não foram levianas não, tanto que a editora tomou sua posição, mas acho que o mais importante é justamente que eles refaçam essas traduções.

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